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Quem é Salma al-Majidi?

“No começo, alguns jogadores não colaboravam comigo só porque eu sou mulher. O futebol é meu primeiro e último amor. Há restrições para o futebol feminino, mas estou determinada a triunfar.” – Salma em entrevista para a Agence France-Presse.
A invisibilidade do futebol feminino em países extremamente conservadores

Incluída na lista das “100 mulheres inspiradoras” da BBC em 2015, Salma al-Majidi não foi a primeira a se meter no meio de um lugar tão machista. Mesmo sendo um dos fundadores da Confederação Africana de Futebol, o Sudão, fazendo fronteira com países como a Arábia Saudita, que tem uma das maiores desigualdades de gênero do mundo, acaba seguindo um pouco dessa linha. Mas nos anos 70, Mounira Ramadan também conseguiu reconhecimento apitando jogos do futebol masculino.
“O Sudão é um grupo de tribos e alguns deles acreditam que uma mulher deve ser confinada em casa. Havia um menino que se recusava a me ouvir. Ele me disse que pertencia a uma tribo quer acreditava que os homens nunca deveriam aceitar as ordens das mulheres”. – Salma al-Majidi.
Foram meses para Salma conquistar a confiança de seus jogadores, mas felizmente, o tempo lhe rendeu até referências carinhosas. “As pessoas na rua nos chamavam de Filhos da Salma“, lembra Majid Ahmed, atacante que jogou no time da treinadora. Um dos tios que criticavam a escolha da sobrinha acabou mudando de opinião ao assistir um jogo e ver a torcida gritando o nome dela.
Enfrentar uma cultura secular é de uma vontade e, mais do que tudo, de uma coragem gigantesca. Não é atoa que foi contemplada na lista da BBC entre as mulheres mais inspiradoras de 2015. Salma al-Majidi tem muito a nos ensinar, e já que se tornou uma inspiração, torceremos para que seja o início de uma mudança pelo menos no futebol árabe.






